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Eventos

Autores: Denise Betânia Marques dos Santos; Josiane Nascimento Andrade; Cristina Pereira de Araujo

Este trabalho tem como objetivo analisar a incidência da oferta de imóveis da plataforma Airbnb nos municípios litorâneos do Nordeste brasileiro, com vistas a discutir sua repercussão ao mercado de aluguéis. O estudo adota uma abordagem quantitativa, utilizando-se da análise de dados sobre os domicílios particulares permanentes fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE (2010; 2022). Também são extraídos do Airdna (2024) dados relativos ao número e localização dos anúncios, permitindo a avaliação da densidade de propriedades listadas no Airbnb por município. Com essas informações, busca-se entender as tendências de inserção e os impactos da plataforma nos diferentes contextos urbanos observados no recorte de análise.

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Autora: Josiane Nascimento Andrade

O neoliberalismo, marcado pela desregulamentação, privatizações e ataques aos direitos trabalhistas, é sustentado pela financeirização, caracterizada pela supremacia do capital fictício sobre o produtivo. Esse modelo prioriza investimentos seguros, mas pouco produtivos, consolidando-se globalmente após a crise financeira de 2008 como uma nova lógica de organização socioeconômica (Dardot; Laval, 2016). No espaço urbano, o mercado imobiliário assume protagonismo, guiado por especulações financeiras que moldam a produção e o consumo, criando produtos imobiliários associados a tecnologias para maximizar os lucros dos investidores. Nesse cenário, surge o capitalismo de plataforma, exemplificado pelo Airbnb, que, desde 2008, opera em mais de 100 mil localidades ao redor do mundo (Airbnb, 2024). O Airbnb possibilita que anfitriões ofereçam acomodações inteiras ou compartilhadas, alinhando-se à economia do compartilhamento. Contudo, a prática rentista de disponibilizar imóveis inteiros tem se destacado, impulsionada por investidores e grupos imobiliários que gerenciam grandes volumes de propriedades projetadas especificamente para a plataforma (Andrade, Araujo e Cristino, 2024). Plataformas como o Airbnb utilizam o discurso de colaboração para redefinir o capitalismo, promovendo novas formas de exploração. A expansão do capitalismo de plataformas, somada à flexibilidade produtiva, ao consumo orientado por mercadorias e às multiterritorialidades, propiciou a inserção do Airbnb tanto em metrópoles quanto em municípios menores. No Brasil, o predomínio se dá na região litorânea, corroborando o que apontam Gutiérrez e seus colaboradores (2017) sobre a plataforma concentrar seu interesse em localidades de forte atividade turística, a exemplo dos centros históricos e das praias. No mercado de aluguéis, observa-se um contraste entre os domicílios de uso ocasional em pequenos municípios e a utilização do Airbnb em grandes cidades, onde imóveis que poderiam ser destinados a aluguéis de longa duração são redirecionados para a plataforma. Assim, este trabalho investiga como a oferta de imóveis no Airbnb impacta o mercado de aluguéis no litoral Sul do Brasil. A pesquisa adota uma abordagem quantitativa, com dados do IBGE (2010; 2022) sobre domicílios particulares permanentes e do Airdna (2024) sobre anúncios na plataforma, permitindo avaliar a densidade e distribuição dos imóveis listados. Com base na metodologia de Andrade, Araujo e Cristino (2024), espera-se apresentar um panorama da densidade de anúncios na plataforma, identificando como os diferentes municípios litorâneos da Região Sul do Brasil têm absorvido os impactos do Airbnb no mercado de aluguéis. Busca-se, portanto, entender as tendências de inserção e os impactos da plataforma nos diferentes contextos urbanos observados no recorte.

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Autores: Josiane Nascimento Andrade; Cristina Pereira de Araujo

O trabalho analisa a relação entre turismo, consumo e o papel das plataformas digitais, com destaque para o Airbnb. As atividades turísticas estão diretamente ligadas ao consumo de espaços e produtos, e, nesse contexto de liberalização econômica, a tecnologia amplia as formas de uso das áreas turísticas.

O Airbnb, criado em 2008, consolidou-se como uma plataforma global de hospedagem, permitindo que pessoas físicas ofertem imóveis ou quartos. Seu crescimento expressivo ultrapassa grandes redes hoteleiras e evidencia sua relevância no mercado mundial.

A atuação da plataforma tem impactado significativamente o mercado imobiliário, ao transformar imóveis residenciais em meios de hospedagem. Esse processo reduz a oferta de moradias para aluguel de longa duração, elevando preços e agravando déficits habitacionais, especialmente em grandes cidades. No Brasil, observa-se também a presença de investidores profissionais operando múltiplos imóveis, intensificando a lógica de mercantilização da moradia.

Além disso, há a construção de imóveis voltados exclusivamente para aluguel de curta duração, gerando transformações espaciais e urbanas. Com base na teoria de Henri Lefebvre, o texto aponta conflitos entre o “espaço percebido” (dinâmicas de mercado e uso) e o “espaço vivido” (experiência dos moradores), afetando bairros e comunidades.

A pesquisa proposta busca mapear a distribuição desses imóveis no litoral de Pernambuco, analisando sua localização, tipologia e preços, e comparando-os com o mercado de aluguel convencional, a fim de compreender os impactos territoriais e os conflitos urbanos gerados pela expansão da plataforma.

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Autores: Josiane Nascimento Andrade; João Paulo da Silva; Cristina Pereira de Araujo

Este artigo se propõe a analisar as medidas de segurança sanitária adotadas pelos serviços de hospedagem no Brasil com vistas à retomada da atividade turística frente à pandemia da Covid19 após a sua primeira onda no país. Para tanto, foi realizada uma comparação entre os protocolos sugeridos pelo Ministério do Turismo para a hotelaria tradicional e as medidas sugeridas pelo Airbnb para imóveis cadastrados na plataforma. A pesquisa considerou empreendimentos localizados no bairro de Boa Viagem, Recife, devido à sua representatividade turística e por ser nele onde se localiza a maior parte dos equipamentos de hospedagem da cidade. Foram incluídos no estudo 37 hotéis e 39 imóveis do Airbnb. Além do estudo bibliográfico, foi realizada pesquisa exploratória nos canais virtuais dos empreendimentos hoteleiros e contato com os anfitriões da plataforma em agosto de 2020, a fim de identificar até que ponto foram adotados protocolos de segurança sanitária para a retomada das atividades de hospedagem. No caso da hotelaria tradicional, foi observado que os protocolos sugeridos pelo Ministério do Turismo, embora bastante abrangentes, não foram adotados em sua totalidade pelo universo pesquisado. Em relação aos imóveis do Airbnb, os protocolos sugeridos pela plataforma se limitaram às questões de limpeza e higiene de ambientes, levando alguns proprietários a adotarem medidas extras de segurança.

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© 2026 por Josiane Andrade.
 

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